It's coffee o'clock

10:45


Nós portugueses, a maioria, não trabalhamos sem um ou dois cafés no lombo. Eu não dispenso o meu “cafezinho” antes de começar a trabalhar e um a seguir ao almoço: estes dois são religiosos, nunca falham!
No entanto, somos muito complicados no momento do pedido: “é um café cheio sem princípio em chávena fria pff”. Porque é que somos assim tão exigentes com o nosso café? Confesso que não sou nada manienta no momento em que peço a minha “chávena deste elixir do bem” mas sou “piquinhas” com as marcas, não bebo qualquer uma. Não me incomoda nada andar mais uns metros para ir beber um café de uma marca que prefiro. E vocês? Têm estas manias?

Heranças

18:58


Do meu querido avô herdei o seu livro com os significados dos sonhos - é um livro antigo, com as folhas já amareladas, que guardo com todo o  amor na estante. Quando sonho com algo fora do normal ou, que possa ter algum significado, a primeira coisa que faço quando acordo é procurar o seu significado. Às vezes até faz algum sentido e encaixam na perfeição com a fase da vida em que me encontro.

Podem achar estranho, mas eu acredito no que o meu avô me transmitiu, porque o vi como um exemplo a seguir: exemplo de ser humano e integridade. O livro é só algo material que me liga ao meu avô mas as lembranças, essas guardo-as no coração.

E vocês? Têm algo que herdaram e que guardam com carinho?

Um brinde ao Amor

15:17


Fevereiro: o mês do amor, dos apaixonados, dos lamechas. O mês das prendas pirosas como molduras em formato coração, peluches, almofadas a dizer "Amo-te". O mês de estoirar dinheiro em "promoções" de restaurantes e hotéis que fazem programas SUPER HIPER MEGA românticos. Eu sou dessas pessoas, adoro chegar a um quarto de hotel e ter um espumante à nossa espera (apresentem-me alguém que não goste?). 

Estive a ver programas especiais do dia de São Valentim em alguns restaurantes de Lisboa. Procurei restaurantes com uma decoração romântica e intimista, com velas e pratos tais como "Tornedó de Atum  numa caminha de puré de Cheróvia" ou "Tártaro de Novilho com Alcaparras, coração de alface grelhada".... Rapidamente percebi que estes menus estoiravam por completo o meu budget para esse dia e, cheguei a tal altura que fiquei sem filtros. Comecei a procurar restaurantes mais baratos e esperem: Restaurantes que normalmente custam 20€ - 2pax, para este dia em que se celebra o amor estão a cobrar 40€/pax. WHATTTT??!! Metam inflacionado nisso... 

O Dia dos Namorados é um negócio, tal como outras efemérides: Dia da Mãe, do Pai, do Cão, do Piriquito,... Por isso, este ano decidimos celebrar o nosso amor em Março ou Abril ou todos os dias em que estamos juntos, porque o amor deve ser celebrado diariamente!

Na cabeceira

18:27


Os livros que mais gosto de ler são sem dúvida thrillers. Gosto de histórias que me prendam e que dêem reviravoltas inesperadas deixando-nos completamente agarrados ao livro. No entanto, o livro que estou a ler agora, nada tem a ver com este género.

Há cerca de uma semana passou na RTP1 o filme "3096 dias" que retrata a história da austríaca Natascha Kampusch. Não sei se se recordam da história, mas Natascha foi raptada com 10 anos de idade e foi mantida durante 8 anos numa cave. Em 2006 consegue finalmente fugir da casa do seu agressor que acaba por se suicidar. Esta história retrata os dias que Natascha esteve presa, os maus tratos a que foi submetida e, mostra ainda o síndrome de Estocolmo - Nome normalmente dado a um estado psicológico particular em que uma pessoa, submetida submetida a um tempo ilimitado de intimidação, passa a ter simpatia e, até mesmo sentimento de amor ou amizade perante o seu agressor.

Depois de pesquisar um bocadinho mais sobre esta história, decidi comprar o livro escrito por Natascha. 

Ainda estou a meio do livro, no entanto dá para perceber as humilhações e os maus tratos a que foi submetida. É complicado pensarmos, nós que temos vidas normais com as nossas rotinas, como é que uma pessoa é mantida fechada durante 8 anos e, perde assim a juventude, a melhor fase da vida.

Viagem à Tailândia

13:29


Há cerca de duas semanas voltei a aterrar em solo português, depois de ter estado 15 dias na Tailândia. Uma palavra para descrever esta aventura? Brutal! Tivemos a sorte de tudo correr como planeado e visitámos a Tailândia de Norte a Sul: Bangkok, Kanchanaburi, Sokothai, Chiang Mai, Parque Nacional de Khao Sok e Khao Lak.

Nestes maravilhosos 15 dias fizémos um bocadinho de tudo: andar de tuk tuk em Bankgkok, passar uma noite no Elephants World, onde convivemos com elefantes desde dando-lhes banho a preparar a sua alimentação, visitámos templos e assistimos ao festival Loy Krathong em Sokothai, percorremos o mercado noturno em Chiang Mai, fizémos um trekking na floresta e numa gruta em Khao Sok e estivemos de papo para o ar nas maravilhosas praias de Khao Lak.

É impossível descrever aqui toda a experiência. Pensei que ia ter medo dos animais mas foi tranquilo: vimos uma cobra enorme dentro de um rio onde estávamos a nadar, acordámos com o barulho dos macacos que estavam a invadir a nossa casa na árvore, vimos escorpiões, andámos lado a lado com aranhas gigantes, vimos centenas mas centenas de gekos (osgas) e fomos picadas por inúmeros mosquitos e insectos. Para a experiência, nós até experimentámos comer uma larva, como aquela que o Timon e Pumba comem.

No entanto, a lição que tirámos de toda esta experiência num país subdesenvolvido é que não precisamos de muito para sermos felizes. Os habitantes da Tailândia são na maioria muito pobres e estão sempre felizes e com um sorriso no rosto. São um povo super simpático e acolhedor. Nós ocidentais é que temos uma cultura muito consumista e de desperdício. Devíamos aprender um bocadinho mais com estes povos.