Jornal Público: Universidade Lusófona - datas-chave de um processo longo

11:30


O jornalismo em Portugal está pelas horas da morte e, não digo isto devido ao desemprego, mas pelas milhentas notícias que são publicadas diariamente, semanalmente, anualmente. As notícias já não servem apenas para informar, mas para ridicularizar e “massar” as pessoas. Tudo hoje em dia serve de manchete, qualquer coisinha pode fazer capa de um jornal diário, já para não falar que o “última hora” até serve para notícias como “O Paços de Ferreira ganhou 2-1 ao Atlético não sei de onde”. Antes quando líamos “Última hora” o nosso coração saltava, “será que se passou alguma coisa?”, mas estas duas palavrinhas que sugeriam que algo em grande tinha acontecido foram tão mas tão vulgarizadas.

Decidi escrever esta publicação pela perseguição ridícula que a nossa Imprensa está a fazer à Universidade Lusófona. Caso Relvas, Tragédia do Meco, etc… tudo deve ser noticiado mas quando começa a ser um exagero o povo também se cansa e é o que está a acontecer neste momento. Mas fazem ideia da quantidade de alunos que se esforçou, trabalhou e deu o litro para conseguir tirar uma licenciatura nesta universidade e agora se sentem injustiçados e descredibilizados? Por acaso sabem senhores jornalistas? Porque existem e existiram pessoas que pagaram para estudar, que se esforçaram, que tiveram de pedir empréstimos para conseguirem pagar. Não estou a dizer que este tema não deve ser noticiado, bem pelo contrário, mas tudo o que é em excesso chateia e este assunto está-me a chatear. E aposto tudo o que quiserem, que muitos dos jornalistas das redações de hoje, tiraram o curso na lusófona.

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6 comentários

  1. O mal é que cada vez há menos preocupação em informar e mais vontade de atacar. O caso da tragédia do meco é um exemplo disso mesmo: perderam o foco do que era realmente importante para passarem a falar mal da praxe. E isto aplica-se a outras situações, porque, infelizmente, pegam num caso negativo e transformam-no de tal forma que acabam por colocar tudo no mesmo saco, quando isso não é verdade. O caso da Lusófona é outro que tal...

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  2. Eu já exerci jornalismo. Já informei, já entrevistei, já escrevi, apresentei. Enfim, uma série de coisas mas sem dúvida que nunca massacrei um assunto e sou totalmente contra ao que isto anda a chegar. Somos salvos por meia dúzia de noticias que fazem a diferença e por meia dúzia de meios de comunicação que fazem mesmo algo de novo.

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  3. É uma área que eu gosto, mas acho que às vezes é demais. Beijinho

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  4. Apresento-me: aluna de Comunicação e Jornalismo, no último ano, na universidade lusófona... concordo com o que dizes mas de facto é tudo isso e muito mais. Somos perseguidos por erros que não são os nossos, que não somos nós quem tem o poder de mudar seja o que for. Quero acreditar que a lusófona não me vai prejudicar em termos de trabalho... isso são meras desculpas para aqueles que não são bons naquilo que fazem e preferem culpar o Relvas e o Meco por tal coisa. Adoro a minha universidade, tem problemas como todas têm.. mas já chega.

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  5. Concordo na integra com o que tu disseste. Só espero que essas pessoas não seja prejudicadas a nível profissional porque é uma instituição como outra qualquer e há quem se tenha esforçado muito para conseguir tirar o seu grau académico, seja ele qual for.

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